O relógio e a arte...

Na antiguidade dependia
do homem para trabalhar.
Tinha que se alimentar com corda
para seus ponteiros movimentar

Na modernidade precisa
apenas de bateria para caminhar,
bateria carregada de magnetismo

Se o magnetismo desmantelar
Ele pára! Estático não sai do lugar...
Não se vê a hora passar.

Seus ponteiros são livres
Como a mente de um fiel artesão
Trabalha sempre para frente.
Nunca para traz!
Conhece as marcas do tempo...

Contando as horas minutos e segundos
Trabalhando em paz.
Seu tic... tac... é:
para alguns, cantiga de ninar...
Para outros, toca somente para irritar.

O relogio é escravo do tempo
Não tem patrão, trabalha de graça.
Por isso não trabalha sob pressão
Todo os dias com o mesmo ritual...
Sua gratificação é ver nascer o sol
iluminando a terra, e a noite a luz do luar.

À luz do dia canta a alegria
à luz da lua canta os sonhos.
Na sabedoria do tempo segue em frente...

É representante do tempo.
Do tempo ele se faz humilde discípulo
Aaah! o tempo este magnífico professor!
Trabalha...quanto mais trabalha
sabe que tempo voa e não volta atrás!

Busca a beleza na perfeição dos segundos
É o reflexo sinérgico das horas
Fragmentando a vida
Brindando a arte temporal
Seguindo para a eternidade...

@Vera Lúcia de Oliveira
(Stellamaris)
Rio, 18/06/2007
15:00


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